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Maus dias são sempre maus dias. Amanhã pode ser melhor, ou até não. Mas maus dias continuam a ser maus dias... Mesmo que nos tentem animar ou perguntar o que se passa, isso não vai dar em nada. A tristeza está sempre, acompanhada da solidão e da melancolia. Por momentos, quis que tudo parasse. Que tudo desaparecesse e que apenas eu ficasse, num mundo a preto e branco, nada de cinzentos. Num mundo onde só estou eu e mais ninguém. Queria estar sozinha, sim... Não me importava de ir para dentro duma bola que nao tivesse contacto com o mundo exterior. Só por um dia... um misero dia. Depois não ia conseguir parar, eu sei... Acho que ia sentir falta de muita coisa, mas tambem ia sentir-me bem. Por muito mais que a felicidade seja boa, ela trás sempre sofrimento com ela. Lágrimas, choro, gritos, sofrimento... Vem sempre atrás mesmo que nao queiramos... As lágrimas caem mesmo que evitemos isso.... O sofrimento mata-nos, tortura-nos, deixa-nos tristes e sem vontade de viver... Faz com que eu queira entrar em coma e que só acorde quando alguem se preocupar realmente comigo e demonstrar isso, eu acordo... Seria bom, mas a vida não é um livro de romance em que tudo começa bem e acaba lindamente, onde há uma princesa e um principe que acabam juntos, nao importa o quê. De que vale tudo, o amor, o sofrimento, a amizade, a solidao, se tudo acaba da mesma forma? Porquê que uns são mais sortudos que outros? Deus tem filhos e enteados?!? Juro que nao sei mais a onde recorrer... O meu mundo desaba a cada passo que dou. Tudo cai á minha volta e nao tarda nada, tambem eu irei cair. E ai tudo acaba... ou pelo menos, penso eu...

Apesar de tudo, gostava que houvesse alguém que me salvasse se o meu mundo ruisse. Alguém que me agarrasse e me tirasse dali... Seria algo bom que aconteceria num coraçao onde tudo parece correr mal, mesmo que não corra. mesmo que nao seja verdade, mesmo que seja uma ilusao ou uma mentira... mesmo que eu esteja a ver tudo errado, gostava que alguem se desse ao trabalho de me corromper deste destino que eu tanto odeio.



15h27 |




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